segunda-feira, 9 de maio de 2016

Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro foi desocupada dia 6 d emaio

Estudantes encerram ocupação da Secretaria de Educação no Rio

  • 06/05/2016 11h30
  • Rio de Janeiro
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O chefe de comunicação da Secretaria de Educação do Estado, Caio Castro, apoia ato dos alunos que pedem a desocupação das escolas (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O chefe de gabinete da Secretaria de Educação do Estado, Caio Castro, considerou positivo o episódioTomaz Silva/Agência Brasil
Estudantes e professores da rede estadual desocuparam, por volta das 21h de ontem (5), a sede da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, depois de passarem algumas horas no local. A ocupação fez parte de uma mobilização em defesa da greve dos profissionais de educação e a favor da melhoria da qualidade do ensino público no estado.
Mais de 60 escolas estão sendo ocupadas há vários dias por alunos, em todo o estado. Segundo a secretaria, há 67 unidades de ensino ocupadas em todo o estado. O chefe de gabinete e de comunicação do órgão, Caio Castro Lima, classificou a ocupação temporária como um episódio positivo, e disse acreditar em um bom caminho para as negociações.
“Nós, da secretaria, fomos recebidos de surpresa com essa ocupação, mas classificamos como muito positivo esse episódio. Até então, estávamos indo de escola em escola, buscando o acordo, e nunca encontrávamos alguém que pudesse responder pelo movimento. Alegavam que a negociação deveria ser realizada com o comando de ocupações. Como eles estiveram ontem aqui, ficou definido que, na próxima terça-feira (10), às 14h, o secretário Antônio Neto se reunirá com essa comissão para expor os pontos, as reivindicações que podemos atender, além de ser bem claro naquelas que não estão ao nosso alcance”, explicou.
Para o estudante Michel Policeno, do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a entrar em processo de ocupação, a Secretaria de Estado de Educação está, segundo ele, “mudando o jogo” quando trata o movimento como positivo.
“A secretaria está mudando o joguinho deles. No começo, quando éramos a única escola ocupada, éramos tratados como invasores e vândalos. Agora, que temos mais escolas no movimento e boa parte da sociedade abraçou a causa, a ocupação é tratada como legítima, pacífica, etc. Essa espécie de apoio deles é apenas teórico. Vamos ver se depois de ontem as coisas andam. Fizemos a nossa parte, agora queremos que façam a deles”, disse.
O órgão disse ainda que o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a ser ocupado e que está há 27 dias úteis sem que os estudantes possam acessar a unidade, precisará, para repor suas aulas, de todo o mês de agosto e de sábados letivos no próximo semestre, já que o recesso escolar começou na última segunda-feira (2) em virtude das ocupações.
Edição: Maria Claudia

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-05/estudantes-encerram-ocupacao-da-secretaria-de-educacao-no-rio

Estado da Paraíba faz encontro de escolas cidadãs de tempo integral

Muito embora não seja uma meta ou estratégia o modelo "escola cidadã" no PNE 2014-2024, as escolas integrais são. É necessário que nossa reflexão não confunda escola integral com escolas de período integral. Uma coisa necessita da outra, porém não se equivalem. O que deixa o alerta para analisar determinadas redes municipais de ensino que propõem turnos de 7 horas e mantêm três turnos escolares, até mesmo, de forma indevida, para a Educação Infantil. De qualquer modo, a leitura sobre o evento paraibano pode ser relevante para quem investiga o tema:

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação, realiza nesta terça-feira (10), a partir das 8h, o Encontro das Escolas Cidadãs Integrais – Transformando Vidas.
O evento ocorrerá na Escola Técnica Pastor João Pereira Gomes Filho, localizada no bairro de Mangabeira, em João Pessoa, e reunirá gestores, professores  e alunos das oito escolas da rede estadual onde foi instituída a modalidade de ensino.
A programação do encontro consta de visita à sala de aulas temáticas, tais como a de Robótica e a de Inclusão Social, relato de experiência de transformação de vida do estudante protagonista Hudson Tawan Pavosqui da Silva a partir de seu ingresso à ETE de João Pessoa, além de oficinas de mídias sociais.
As oito Escolas Cidadãs Integrais e Escolas Cidadãs Integrais Técnicas são uma rede de unidades de ensino com foco no “Projeto de Vida” do estudante. Nessa nova metodologia, o estudante é estimulado a ser o protagonista de sua própria história, um agente transformador da realidade onde está inserido.
Os professores, gestores e coordenadores dessas unidades de ensino passaram por formação, para oferecer um desenho curricular diferenciado, com metodologias específicas, apresentando aos estudantes a possibilidade de ser o que eles quiserem ser.
joao-pessoa
foto: reprodução internet
As Escolas Cidadãs Integrais estão localizadas do Litoral ao Sertão, nos municípios de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Mamanguape, Itabaiana, Campina Grande e Itaporanga, onde estão matriculados mais de 1.500 estudantes em tempo integral.
Nesse modelo de escola, implantado em 2016, a equipe de profissionais com formação específica e contínua e as práticas pedagógicas incentivam o desenvolvimento de competências pessoais e sociais dos estudantes, pois além das matérias da Base Nacional Comum (Português, Matemática, etc.) os alunos têm aulas de Orientação de Estudo, Preparação para o Pós-Ensino Médio, Avaliação Semanal, disciplinas eletivas e práticas de laboratório.
As Escolas Cidadãs Integrais e Escolas Cidadãs Integrais Técnicas são as seguintes: Escola Cidadã Técnica de João Pessoa; Escola Cidadã Técnica de Bayeux; Escola Cidadã Técnica de Mamanguape; Escola Cidadã Padre Hildon Bandeira em João Pessoa; Escola Cidadã Helinton Santana em Santa Rita; Escola Cidadã Nenzinha Cunha Lima em Campina Grande; Escola Cidadã Antônio Batista Santiago em Itabaiana e Escola Cidadã Francelino de Alencar Neves em Itaporanga.
Escola Cidadã Integral – Trata-se de um novo modelo de escola pública implantado na Paraíba, com a proposta de organização e funcionamento em tempo único (integral). É uma política pública e está inserida no Plano Nacional de Educação (PNE), na Meta 6: “Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica e também no Plano Estadual de Educação (PEE).
Escolas Cidadãs Integrais Técnicas: escolas de Ensino Médio em período integral, com conteúdo pedagógico voltado para a profissionalização, tendo como premissa a formação de profissionais qualificados e capazes de influir positivamente no mercado de trabalho, atuando com protagonismo e espírito empreendedor na vida econômica e social.
O período letivo nas Escolas Cidadãs Integral e Técnica têm a duração diária de 9 horas e 30 minutos, com refeições incluídas (almoço e lanche). Nesse espaço de tempo, além das disciplinas obrigatórias, os estudantes poderão escolher matérias para enriquecer o currículo, como música, teatro, cinema, empreendedorismo e fotografia. Também será possível ingressar em clubes juvenis, como o jornalzinho da escola, a rádio da escola, entre outros.
A carga horária nas Escolas Cidadãs Integral e Técnica será das 7h30 às 17h, sendo uma hora e vinte minutos para almoço e dois intervalos de 20 minutos para o lanche da manhã e da tarde. O almoço e os dois lanches serão ofertados dentro da escola.
As Escolas Cidadãs Integral e Técnica terão uma estrutura diferenciada, um currículo inovador e o tempo de permanência dos estudantes será de 9 horas e 30 minutos, construindo uma formação autônoma, competente e solidária, formando os jovens para o mundo do trabalho e contribuindo na construção de um projeto de vida.
FONTE: http://paraibaonline.net.br/governo-realiza-encontro-das-escolas-cidadas-integrais-em-joao-pessoa/

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Nota Pública do MEC em repúdio às tentativas de cerceamento dos princípios e fins da educação brasileira

Nota Pública do MEC em repúdio às tentativas de cerceamento dos princípios e fins da educação brasileira

Vimos a público manifestar nossa indignação frente a recentes iniciativas de setores da sociedade que buscam cercear os princípios e fins da educação nacional, mais especificamente acerca de documentos autodenominados “notificações extrajudiciais contra o ensino de ‘ideologia de gênero’ nas escolas”; a recomendação do Ministério Público de Goiás (MPF/GO) a 39 órgãos e autarquias federais (incluindo universidades e institutos federais instalados no estado de Goiás), para que não sejam realizados atos políticos dentro das suas dependências físicas; e o Projeto de Lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas que institui, no âmbito do sistema estadual de ensino, o “Programa Escola Livre”, o qual, verdadeiramente, tenta anular princípios educacionais consagrados pela Constituição Federal de 1988 e reafirmados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996).
Fundamentada em uma sociedade democrática, a legislação brasileira, ao tratar do ensino, estabelece os seguintes princípios: liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, valorização dos profissionais da educação escolar, gestão democrática do ensino público.
É importante lembrar que nessas três últimas décadas de redemocratização, o Brasil tem construído um sistema educacional que, cada vez mais, incorpora a forma de uma estrutura de Estado, num regime de colaboração entre os entes federados, os poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e a sociedade. Esse complexo arranjo institucional, que dá forma e conteúdo à educação brasileira, tem como principal marco a Constituição Federal de 1988. Nessa perspectiva, conquista-se uma educação para o exercício da cidadania: dialógica, plural, laica, contextualizada, crítica e emancipatória.
A Carta Magna Brasileira prevê, no Art. 3.º, inciso IV, que constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, dentre outros, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Prevê, ainda, em seu Art. 206, no que tange ao direito à educação: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
Os princípios legais estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº. 9.394/1996) reforçam, em seu Art. 3°, aspectos como: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância.
O Plano Nacional de Educação, para o período 2014-2024 (Lei nº. 13.005/2014), define entre as suas diretrizes a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação, e a promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.
Vale registrar, ainda, a relevância das diversas diretrizes educacionais nacionais, elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologadas pelo Ministro de Estado da Educação, que devem ser executadas por todos os sistemas de educação, e que apontam para a necessidade de se levar em consideração as questões de gênero na perspectiva dos direitos humanos nos diversos níveis e modalidades de ensino.
Ao Ministério da Educação cabe a defesa da autonomia universitária, ameaçada, por exemplo, pela recomendação do MPF/GO de que a Universidade se abstenha de promover ou participar de atividades cujo tema se relacione ao debate político em torno do impeachment. A autonomia universitária, consagrada pela Constituição Federal de 1988, é uma conquista fundamental da humanidade e constitui um princípio construído em muitos séculos.
Compreendemos que os marcos legais e as diretrizes educacionais nacionais não deixam dúvidas quanto à necessidade de se trabalhar as questões de gênero, resguardadas as especificidades de cada nível e modalidade de ensino, com vistas à promoção da cidadania, à erradicação de todas as formas de discriminação e à promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos e à diversidade. Portanto, iniciativas como as autodenominadas “notificações extrajudiciais” e o “Programa Escola Livre” da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas estão em franco desacordo com os princípios educacionais do Brasil que sinalizam a obrigatoriedade de se buscar erradicar todas as formas de preconceito e discriminação.
É importante que a escola aborde temáticas como o preconceito e a violência física, psicológica ou moral em todos os sentidos: o preconceito religioso, de gênero, orientação sexual,  raça,  etnia, decorrente de aparência e  de deficiência, ou seja, de   quaisquer  formas de discriminação.  
Um professor, ao abordar o preconceito e trabalhar o desenvolvimento de uma cultura de paz, respeito e tolerância em sala de aula, cumpre os objetivos fundamentais da Constituição Federal, que pretende garantir um Brasil sem discriminação. Não há dúvidas de que os professores brasileiros possuem a formação necessária para essa tarefa.
Em suma, repudiamos e consideramos inaceitáveis quaisquer ações que vão de encontro à autonomia universitária, à liberdade de cátedra e se dissociem da criação de uma escola acolhedora de todas e todos, que respeite a trajetória de cada um e cada uma para a valorização da inclusão e diversidade da nossa sociedade.
Brasília, 04 de maio de 2016.
Aloizio Mercadante
Ministro de Estado da Educação

Educação secundária no Rio de Janeiro: o movimento Ocupa Escola

Reproduzimos aqui matéria do site EBC:

Estudantes que integram o movimento Ocupa Escola que, segundo a Secretaria Estadual de Educação, já atinge 67 escolas da rede publica do estado do Rio, realizam hoje (4) manifestações em várias unidades de ensino que tiveram as atividades escolares suspensas em decorrência da mobilização.
Iniciado no dia 21 de março, o movimento pretende não só unificar como levar para as ruas a mobilização estudantil, dando maior visibilidade às reivindicações procurando unificar as ocupações de escolas.
Na zona sul da cidade, por volta das 9h de hoje, 30 a 40 alunos do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti interromperam parcialmente a Rua Bento Lisboa, no Largo do Machado, como parte das manifestações.
Com faixas e cartazes com frases de efeito como “Educação precarizada, nossa resposta: escola ocupada” e “Tira das Olimpíadas e investe na educação”, eles ocuparam parte da rua por cerca de 2h provocando um grande congestionamento.
Para uma das alunas que participavam do ato, Pollyana Vasconcelos, o movimento foi para as ruas ganhar maior visibilidade e chamar a atenção da população para os problemas enfrentados pelas escolas públicas.
“Nós estamos lutando pelos nossos direitos contra o descaso das autoridades com a educação. Só assim a gente conseguirá ser ouvido. Nossa reivindicação, no fundo, é simples: que haja avanço no ensino e melhores condições em todas as escolas”, disse à Agência Brasil.
Pauta
Entre as melhorias, constam da pauta de reivindicações dos alunos da Amaro Cavalcanti a manutenção da rede hidráulica, o que ocasiona com frequência falta d'água, a entrega imediata de todo o material didático e uniforme para os alunos e o fim do currículo mínimo e da prova do Saerj (Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro).
Em manifesto distribuído à população, os alunos do Amaro Cavalcanti criticaram o fato de que as Olimpíadas estão custando R$ 39 bilhões aos cofres públicos e a “obra irresponsável” da ciclovia Tim Maia, apresentada pela prefeitura como um “legado olímpico”, cerca de R$ 45 milhões.
Professor
Em meios aos alunos, uma professora do Amaro Cavalcanti chamava a atenção pela empolgação com que apoiava o movimento. Silvana Mesquita, que dá aula de História há mais de 15 anos, ressaltou a precarização da escola do Largo do Machado.
“Eu apoio o movimento, participei do primeiro dia de ocupação e acho justo que os alunos briguem pelas  escolas da rede estadual. E a Amaro chegou a tal ponto que os alunos deram um basta. E este movimento é um basta dos alunos ao descaso com as escolas e a forma com que são tratados pelo governo do estado. Nós, professores, sempre fazemos greve contra esse descaso, essa precarização e o baixo salário pago aos professores”.
Movimento Desocupa
Em reação ao Ocupa Escola, um grupo de alunos contrário à iniciativa criou um movimento que segue direção contrária: Desocupa Já. São estudantes que discordam da ocupação e pedem outras formas de protesto para que se obtenha melhorias nas unidades de ensino da rede estadual.
Eles querem a retomada imediata das aulas e entendem que a ocupação não é a melhor forma de reivindicar o direito dos estudantes.
Nota oficial
Em reação às manifestações de hoje, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou, em nota, que disponibilizará cota extra excepcional de até R$ 15 mil para cada escola da rede visando a realização de manutenção e reparos “considerados menores” Segundo a nota, “essa é mais uma ação da secretaria que demonstra vontade em negociar e resolver a situação das ocupações”.
Na nota, a Seeduc enumerou os prejuízos causados pelos mais de 40 dias do movimento Ocupa as Escolas e anunciou providências. Segundo a nota, desde a última segunda-feira (2), as 67 escolas ocupadas entraram oficialmente em recesso escolar.
“Isso significa que essas unidades ficam sem receber, no mês de maio, verba de merenda e manutenção; sem serviço de limpeza; o cartão de estudante será suspenso; e docentes não necessitam assinar a frequência”.
Explica, ainda, que as aulas nos colégios ocupados ocorrerão em agosto de 2016 e janeiro de 2017 e aos sábados do segundo semestre deste ano. E que o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, o primeiro a ser ocupado há 27 dias, “precisará, para repor suas aulas, de todo o mês de agosto e de sábados letivos no próximo semestre, enquanto uma escola que ficou dez dias ocupada necessitará de dez sábados ou de dez dias úteis em agosto para a reposição”.
Na mesma nota, a secretaria anuncia providências para amenizar os prejuízos, inclusive a montagem de escolas provisórias. “Para evitar que alunos contrários às ocupações, “que são maioria”, fiquem sem estudar, a Seeduc busca espaços novos para montar escolas provisórias. Outra medida adotada que pode ajudar é a autorização para transferência de alunos dos colégios ocupados.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-05/alunos-do-ocupa-escola-fazem-manifestacao-no-rio

quarta-feira, 4 de maio de 2016

E a aprovação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação

A situação progressiva de aprovação dos Planos Estaduais e Nacionais mostra algum comprometimento com políticas educacionais propostas pelo PNE.

Planos de Educação Municipais e Estaduais Sancionados
Municípios
Estados
Início de Maio 2015
82 com Lei sancionada
3 com Lei sancionada
Fevereiro 2016
5478 com Lei sancionada
22 com Lei sancionada
Maio 2016
5509 com Lei sancionada
22 com Lei Sancionada

Fonte: http://pne.mec.gov.br/

Houve uma evolução em relação aos municípios que sancionaram leis. Falta um pouco mais que 60 municípios aprovarem seus planos. A situação do Estado do Rio de Janeiro, também, se alterou. Embora o Estado ainda não tenha encaminhado a discussão sobre o Plano Estadual de Educação, nos municípios houve mudança em relação à aprovação dos planos municipais de educação.

Situação dos Planos Municipais do Estado do Rio de Janeiro
Início de Maio 2015
87 com Lei sancionada
Fevereiro 2016
87 com Lei sancionada
Maio 2016
89  com Lei sancionada
Fonte: http://pne.mec.gov.br/

No Estado do Rio de Janeiro, a evolução avançou nos últimos meses. Apenas os municípios do Rio de Janeiro, Niterói e Volta Redonda ainda não tem seus planos sancionados.

Os Planos Municipais sancionados no Estado do Rio de Janeiro podem ser consultados a partir do site de monitoramento do MEC e por meio do link do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

terça-feira, 3 de maio de 2016

DEBATE SOBRE A META 20 DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RJ


Ontem, 2 de maio, houve debate no Auditório da Câmara, a partir de convocação do Mandato do Vereador Reimont, sobre a Meta 20 do PME/RJ. A primeira observação é que a redação da meta está incorreta, por que repete a meta nacional, sem as indicações efetivas das destinações de recursos municipais. Em segundo lugar, observou-se que o uso da contabilidade malévola municipal inclui o Fundeb nos 25% da destinação do orçamento municipal para a educação. Em terceiro lugar, verificou-se uma série de danos educacionais, em especial na 7ª CRE, em relação ao atendimento às crianças e adolescentes. Em relação a creches, por exemplo, inexistem vagas e atendimento para a maioria das crianças, havendo, p.ex., no Rio das Pedras, mais de 6,5 mil crianças em lista de espera para creches - Aliás, no Rio das Pedras há 12 anos funciona uma escola em um container, que seria provisório!. Na Cidade de Deus, segundo as informações oferecidas, inexistem EDIs, nem há indicativo de inaugurações dessas unidades. Porém, mais grave ainda, é a atribuição, por meio de parceria público-privado (PPP) de ações de reforço escolar, cursos de inglês, conduzidos pelas fundações Roberto Marinho, Ayrton Senna e pela Cultura Inglesa, respectivamente, sem nenhuma avaliação externa a essas entidades, com problemas de aprendizagem detectados, sem ação do Estado para reparação. E o Estado repassa vultosas verbas a essas instituições. São essas algumas das questões que precisam ser avaliadas em função do financiamento municipal da educação.




segunda-feira, 2 de maio de 2016

Discussão na Câmara Municipal do RJ sobre o Financiamento do PME


Dia 2 de maio, 18h, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, haverá a discussão sobre o financiamento do PME da cidade do Rio de Janeiro.